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Proteínas de soja na nutrição clínica

• Colesterol
Pesquisas da American Heart Association - AHA(associação Americana do Coração) têm demonstrado que a ingestão de proteínas de soja reduz as taxas de LDL-colesterol. Pacientes acompanhados durantes 04 semanas por médicos da AHA, que tiveram a adição de proteínas de soja nas suas dietas sem outra alteração, apresentaram uma redução dos níveis de LDL-colesterol em torno de 33%. Assim, a introdução de pequena quantidade de proteína de soja nas dietas diárias, cerca de 20 g que equivalem a 50 g de grãos, é suficiente para deixar seu sangue e seu coração em forma.

Câncer
A proteína de soja contêm um composto singular denominado genisteína, também chamado de fitoestrógeno ou hormônio vegetal, que possui uma ação estrogênica moderada e atua na prevenção de câncer relacionado com o estrogênio. Pesquisas realizadas no Japão, Estados Unidos e Europa têm mostrado que a ingestão diária de proteínas de soja, reduz os riscos de câncer de mama e próstata em 50%. A proteína de soja também possui ação preventiva quanto aos cânceres de colon, reto, estomago e pulmão. Para que o câncer aumente seu tamanho é necessário o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos. O bloqueio desse processo é visto como uma maneira potencialmente importante para controlar o câncer. A genisteína também inibe a formação desses vasos e consequentemente, o desenvolvimento dos tumores cancerígenos.

Osteoporose
Com o envelhecimento, as pessoas perdem cálcio, o que resulta, muitas vêzes, em osteoporose. Na menopausa, este processo se agrava com a deficiência hormonal ovariana. Devido sua ação estrogênica, a genisteína da soja pode manter a estrutura óssea. Exames de densiometria óssea comprovam que o consumo de soja retarda a osteoporose decorrente da idade, como também reduz significativamente a perda óssea total.
Há evidências de que o consumo de soja tem efeito positivo no contrôde de outras doenças como hipertensão, litíase (cálculos biliares) e doenças renais.

Fonte: Embrapa Soja