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Efeito de isoflavonas de soja na síndrome de climatério
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Dong
Koo Yim (1)
Kyung Koo Han(2)
Manoel Baptista C. Girão(2)
Edmund Chada Baracat(2)
Cristiane Vieira Ferreira(3)
(1) Korea Research Institute of Bioscience and
Biotechnology (KRIBB)
(2) Departamento de Tocoginecologia - Escola Paulista
de Medicina, UNIFESP
(3) Departamento de Engenharia de Alimentos -
FEA - UNICAMP.
INTRODUÇÃO
Estima-se
que no Brasil a população feminina
na fase de menopausa esteja em torno de 5 milhões
de pessoas e o gasto hospitalar para tratar as
complicações decorrentes da menopausa
(como fraturas do colo de fêmur, doenças
cardiovasculares e hipertensão) alcance
a cifra de 84 milhões de reais, sem levar
em consideração a péssima
qualidade de vida destas pacientes. A grande maioria
delas não faz tratamento de reposição
hormonal, devido à falta de informação
ou por ineficiência dos postos de saúde
disponíveis e , mesmo que tendo acesso
ao tratamento médico, muitas delas desistem
por causa do custo elevado(em torno de R$35,00/mês)
do tratamento, que geralmente dura pelo resto
da vida. Encontrar uma forma barata e fácil
para o tratamento da menopausa é um desafio
para os cientistas, já que a expectativa
de vida da população (principalmente
a feminina) está em ascensão dia-a-dia.
Na dieta alimentar do século XX, a soja
representa uma fonte de proteína rica (40%),
gordura (20%) e, principalmente, de isoflavonas
(um fitoestrógeno encontrado em grande
concentração na soja). O aparecimento
da soja remota há mais de cinco milênios
na região da Coréia e Manchúria.
Hoje, no sudeste asiático, a soja representa
20-60% da proteína ingerida pela população,
na forma de queijo de soja (Dudu), sopa de soja,
pasta de soja fermentada (Doenjang), leite de
soja (Duyu) e extrato de soja. A isoflavona é
uma alternativa terapêutica nestes casos.
As isoflavonas têm atividade estrogênica
fraca e, às vêzes, anti-estrogênica.
Estas substâncias já demonstraram
a capacidade antiviral, anticarcinogênica,
bactericida, anti-fúngica, antioxidante,
antimutagê-nica, anti-hipertensiva, antinflamatória
e propriedade anti-proliferativa. O consumo diário
de 45 mg de isoflavona, o que corresponde a cerca
de 60 g de soja, é suficiente para obter
todos os benefícios desta substância.
A proposição deste trabalho foi
avaliar os efeitos benéficos de isoflavona
nas mulheres na fase de menopausa, com relação
aos sintomas e prevenção de doenças
decorrentes da síndrome de climatério.
PACIENTES E MÉTODOS
O grupo
populacional foi constituído pelas pacientes
assistidas na Disciplina de Ginecologia no Setor
de Climatério da Universidade Federal de
São Paulo, Escola Paulista de Medicina
(UNIFESP-EPM), no período de agosto de
1999 a novembro de 1999.
Foram
estudadas 80 pacientes, através do estudo
duplo-cego randomizado, sendo divididas em dois
grupos de 40. A duração do estudo
foi de 16 semanas.
o primeiro
grupo (G1) recebeu 100 mg de isoflavona, na forma
de cápsula diariamente, divididos em três
tomadas (3 cápsulas de 33 mg), além
da orientação de dieta adequada
para não modificar os níveis iniciais
de colesterol e glicose, supervisionado pelo Departamento
da Nutrição. O segundo grupo (G2)
recebeu placebo.
RESULTADOS
- Com relação aos sintomas de menopausa,
avaliados pelo índice de Kupperman, 32
(82%) das pacientes do G1 melhoraram, enquanto
que no G2 esse número foi 5 (12,5%). Esta
diferença é estatisticamente significativa;
- Os
níveis de FSH e Estradiol também
sofreram modificações significantes
com a diminuição de 42% e aumento
de 37%, respectivamente, no G1. No G2 não
houve modificações significantes;
- Os
níveis de colesterol sanguíneo apresentaram
diminuição em 35 pacientes do G1
que corresponde a 87,5%, enquanto que no G2 a
diminuição foi de apenas em 13 pacientes
(32,5%). Estes valores têm diferença
estatística;
- A
ultra sonografia transvaginal de controle mostrou
que apenas 4 pacientes do G1 apresentaram espessamento
do endométrio e 2 pacientes do G2, não
tendo significância estatística;
- Do
G1 18 pacientes (45%) sofreram redução
do peso corporal e 3 apresentaram aumento. No
G2 2 pacientes sofreram redução
do peso corporal e 12 apresentaram ganho do peso.
As restantes das pacientes dos dois grupos não
mostraram alteração do peso significante;
- Do
G1 4 pacientes relataram diminuição
da libido, com o tratamento e do G2 6 pacientes
relataram a mesma queixa;
- A
citologia vaginal do G1 mostrou que em 28(70%)
pacientes houve alteração celular
presente na vigência do estrogenismo (proliferação
das células de descamação
vaginal). no G2 este fenômeno foi observado
em apenas 3 casos.
CONCLUSÃO
Os
resultados mostraram que as isoflavonas da soja
constituem uma alternativa terapêutica ao
tratamento dos sintomas da menopausa.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Scienc. News, 3(9), 1998
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- MESSINA,
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http://www.alimentos-funcionais.com/Yim4.html
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