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Efeito de isoflavona na doença de Alzheimer
Kyung Koo
Han (1)
Paulo Bertolucci (2)
Dong Koo Yim (3,4)
(1) Dpto.
de Tocoginecologia - Escola Paulista de Medicina, UNIFESP
(2) Dpto. de Neurologia e Neurocirurgia - Escola Paulista
de Medicina, UNIFESP
(3) KRIBVB, Korea
(4) ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos)
INTRODUÇÃO
O tratamento
da doença de Alzheimer (DA) com o uso de hormônio
de esteróides, como o estrógeno, tem sido
associado à diminuição das incidências
desta doença. Entretanto, o mecanismo de ação
pelo qual o uso de estrógeno previne e trata
a doença de Alzheimer ainda é pouco conhecido.
O efeito antioxidante, interações imunológicas,
aumento dos níveis de apoliproteína E
e alterações do processo precusor de proteína
amilóide têm sido atribuídos a possível
influência de estrógeno na cascata de DA.
Existem ainda evidências que mostram que o estrógeno
funciona como modulador de fator de crescimento neurônio
cerebral, atribuindo o potencial do estrógeno
para o tratamento da DA.
A perda de neurônios colinérgicos basais
que ocorre durante a progressão da DA é
um fenômeno bem documentado. Os grupos de células
colinérgicas inervam diversas regiões
do cérebro, como o córtex cerebral, sistema
límbico associado com a região de hipocampo
e corpo amigdalóide. As regiões pré-citadas
são importantes para o funcionamento normal do
aprendizado, memória e atenção.
Acredita-se que a degeneração dos neurônios
colinérgicos seja a causa da progressão
das degenerações das funções
cognitivas da DA. Todos os tratamentos que aumentam
a sobrevida dos neurônios podem potencialmente
retardar a progressão da DA. A substância
que retarda a degeneração destes neurônios
colinérgicos em modelos animais foi identificada
e é denominada de fator de Crescimento Nural
(FCN).
O estrógeno influencia a expressão de
certos genes para a produção de FCN. Se
os estrógenos podem atuar neste processo acredita-se
que algumas substâncias, como fitoestrógenos,
também possam atuar nos pacientes com a DA, retardando
e tratando-a.
As isoflavonas são membros de uma família
polifenólica de uma larga classe de compostos
sintetizados por plantas e têm estruturas químicas
similares aos estrôgenos fisiológicos e
sintéticos. A soja contém duas isoflavonas
em maior quantidade, a genisteína e a daidzeína
e, em menor quantidade, a gliciteína.
PACIENTES E MÉTODOS
O grupo populacional
será constituído pelas pacientes assistidas
na Disciplina de Neurologia no Setor de Doença
de Alzheimer, da Universidade Federal de São
Paulo, Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM).
Serão estudados 80 pacientes, através
do estudo duplo-cego randomizado, sendo dividido em
dois grupos de 40. A duração do estudo
será de 12 meses. O primeiro receberá
100 mg de isoflavona na forma de cápsula diariamente,
divididos em 3 tomadas (3 cápsulas de 33 mg).
O segundo grupo receberá placebo. Os dois grupos
continuarão recebendo os medicamentos habituais
para tratar da DA, a ingestão de isoflavona será
para atenuar e melhorar ainda mais o tratamento convencional.
Inicialmente foi realizado o diagnóstico da DA,
ou seja, selecionou-se as pacientes que apresentavam
sintomas de demência causada por degeneração
neural, com sintomas como depressão, perda de
memória progressiva e perda de força progressiva.
Os critérios deste trabalho foram:
- Concordar em participar do estudo, por meio de consentimento
escrito em documento formulado e aprovado pela Comissão
de Ética Médica da UNIFESP-EPM;
- Pacientes que estão com o diagnóstico
da DA, ou seja, com sintomas já descritos;
- Apresentar sintomas clínicos frequentes de
DA, como depressão, perda de memória,
alterações das funções cognitivas,
perda de força muscular progressiva.
O protocolo
de pesquisa seguiu os seguintes ítens:
- Todas as
pacientes ao submeterem-se ao estudo foram submetidas
aos exames de rotina para descartar outras doenças
que simulem a DA, como alterações psiquiátricas,
tumores do sistema nervoso central ou outras doenças
neurovegetativas degenerativas;
- Avaliação do peso corporal pelo índice
de massa corpórea (IMC) no início e no
final do trabalho;
-
O acompanhamento clínico será a cada 5
semanas;
- Realizaremos a tomografia computadorizada do crânio,
para identificar eventuais doenças do sistema
nervoso central.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BEHL, C.; SKUTELLA, T.; LEZOUALCH, F.; POST, A.;
WIDMANN, M.; NEWTON, C. J.; HOLSBOER, F. Neuroprotection
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2. DAVIES, P.; MALONEY, A.J. F. Selective loss of central
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2: 1403, 1976;
3. GIBBS, R. B.; WU, D.; HERSH, L. B.; PFAFF, D. W.
Effects of estrogen replacement on the relative levels
of choline acetyltransferase, trkA and nerve growth
factor messenger RNAs in the basal forebrain and hippocampal
formation of adult rats. Exp. Neurol., 129: 70-80, 1994;
4. KANAS, C.; RESNICK, S.; MORRISON, A.; BROOCMEYER,
R.; CORRADA, M.; ZONDERMEN, A.; BACAL, C.; LINGLE, D.
D.; METTER, E. A prospective study of estrogen replacement
therapy and the risk of developing Alzheimer`s disease:
the Baltimore Longitudinal Study of Aging. Neurology,
48: 1517-1521, 1997.
http://www.alimentos-funcionais.
com/alzheimer.htm
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